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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Convocação
A diretoria da AUFA convoca a presença de todos seus associados para a próxima assembleia no dia 30/08 às 9h. no HPJ.
O momento é muito preocupante, com a precarização dos recursos, principalmente os de recursos humanos, afetando a assistência de forma radical, mas este é o momento de tomarmos posições coletivas e com parcerias importantes que nos ajudem a avançar.
CONTAMOS COM TODOS, usuários, familiares e amigos da AUFA. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

 
Há mais de 10 anos a Prefeitura de Niterói construiu a “Rede de Saúde Mental” do Município, reconhecida nacionalmente por sua potência, através de um vinculo de trabalho com os profissionais inconstitucional, chamado RPA (recibo de profissional autônomo).
Sabemos que a matéria-prima para uma rede de saúde mental existir e ser eficaz, é o recursos humanos, isto é, profissionais qualificados para atenderem as pessoas acometidas de transtornos mentais.
Em julho de 2011, fomos ameaçados de sofrer um corte de 25% dos RPA’s pelo então secretário de saúde. Na ocasião, os profissionais, familiares e usuários da saúde mental do município realizaram uma manifestação, a qual reuniu cerca de 300 pessoas em frente à Câmara de Niterói que seguiu até à Prefeitura. Neste momento, foi criado uma comissão representando o interesse dos trabalhadores da saúde mental, para negociar com a gestão. Dessa comissão, formou-se o Fórum dos Trabalhadores da Rede de Saúde Mental de Niterói.
O Fórum se mantém até hoje, e tem buscado uma resposta da gestão do município para regularizar o vínculo de trabalho, de modo que haja um vínculo de trabalho no qual os trabalhadores tenham seus direitos reconhecidos e assegurados. Hoje, o vínculo de trabalho é o RPA e é ele que garante o funcionamento de todos os serviços da rede de saúde mental do Município – tanto o Hospital Municipal Psiquiátrico de Jurujuba, quanto aos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e Ambulatórios.
Rodrigo Neves, quando candidato à prefeito do município, assinou um documento se comprometendo com as reivindicações do Fórum, comprometendo-se a intervir nas condições de trabalho a que estamos submetidos atualmente, no sentido de melhorá-las, é claro.
No início de 2013, ao assumir a prefeitura do município de Niterói, seu governo decretou estado de emergência. Prometeu mudança do vínculo de trabalho dos profissionais RPA’s de saúde mental e da saúde no prazo de 90 dias. Em audiência pública realizada na Câmara de Vereadores em 17 de maio de 2013, em nome do secretário de saúde, Francisco D’angelo, seu representante, garantiu que os RPA’s seriam pagos até o dia 15 de cada mês.
Passados 8 meses da nova gestão, a situação da saúde mental só tem se agravado. Além da precariedade de vinculo dos recursos humanos continuar, os serviços não tem estrutura física adequada de funcionamento, faltam medicamentos básicos e insumos, bem como de equipamentos (computadores, telefone, etc).
Em 19/08/2013, fomos informados que os vínculos de RPA’s não serão mais substituídos, sendo que na rede já falta profissionais, especialmente médicos, e uma grande rotatividade de profissionais por causa desse tipo de vinculo.
O valor pago aos RPA’s da maioria dos profissionais é inferior a 2 salários mínimos, estando o valor pago significativamente defasado. Os profissionais não tem legalmente direito a ferias e/ou décimo terceiro, nem benefícios (vale alimentação ou transporte). O valor do RPA sofre ainda um desconto de 11% de INSS, valor estabelecido arbitrariamente pela prefeitura, e que não está sendo repassado ao INSS, o que é crime (apropriação indébita). O RPA é recebido com atraso todo mês, recebemos o salário de julho em 22/08, e neste mês os RPA’s sofreram uma redução de 4 a 6% do valor a ser pago, sem aviso prévio e uma justificativa
Tudo inconstitucional, ilegal, nada ético.
A ética está apenas na relação dos profissionais RPA’s com os serviços onde trabalham e com os pacientes e familiares que acompanham. Todos os serviços de Saúde Mental de Niterói funcionam com profissionais submetidos a esse tipo de vínculo, o que quer dizer que, se os profissionais não puderem ser substituídos, os serviços fecham.
Enquanto Fórum de Trabalhadores de Saúde Mental de Niterói, queremos que o então prefeito Rodrigo Neves e seu Secretário de Saúde, Francisco D’Angelo, respondam a seguinte pergunta: qual a posição da prefeitura, passados 8 meses de gestão, em relação à Rede de Saúde Mental? Nós, trabalhadores, não aceitamos mais esse tipo de vinculo RPA, mas sabemos que não é extinguindo o RPA, como está sendo feito, que solucionará o problema do vínculo. Extinguir o RPA, sem outra forma de contratação dos profissionais, é extinguir a assistência aos portadores de transtornos mentais de Niterói, sejam eles adultos, adolescentes e crianças, com os mais variados quadros psiquiátricos como esquizofrenia, autismo, depressão, etc, assim como aos usuários de álcool e outros drogas (crak, por exemplo). É necessário que a relação de trabalho dos profissionais RPA’s seja legitimada e legalizada pela gestão municipal para que o atendimento a população possa continuar!
Dia 26/08 às 15h teremos uma reunião com o Secretário de Saúde e esperemos que nossa pergunta seja respondida. Sentimos que não é mais possível continuar o trabalho na atual condição, precisamos do comprometimento politico da gestão desdobrado em ações efetivas tanto para os profissionais quanto para os usuários da rede de saúde mental.
 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Prezados.
Área Técnica de Saúde Mental/DARAS/SAS/MS, informa que estão prorrogadas, até às 23h59min do dia 12 de agosto de 2013, as inscrições para a 4ª Chamada de Seleção de Projetos de Reabilitação Psicossocial: Trabalho, Cultura e Inclusão Social e para a 2ª Chamada de Seleção de Projetos de Fortalecimento do Protagonismo de Usuários e Familiares da RAPS.
Todas as etapas seguintes de seleção previstas em edital, serão prorrogadas por igual período. Ou seja;
- A listagem com os 101 projetos selecionados estará disponível no portal do Ministério da Saúde www.saude.gov.br, a partir do dia 02 de setembro de 2013 e;
- Os Projetos selecionados deverão enviar a documentação prevista em edital por meio eletrônico: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=11869 até o dia 09 de setembro de 2013.
Cláudio Antônio Barreiros
Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas
DARAS/SAS/MS
Fone: (61) 3315 6230
SAF/SUL Edificio Premium; Trecho 2; Lote 05/06; Bl F; Torre II; Sl 13
Brasília - DF; CEP: 70.070-600 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

As Associações
A Coordenação de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, convida o conjunto de atores das Redes de Atenção a Saúde e Psicossocial, assim como das demais políticas públicas intersetoriais, dentre os quais gestores, profissionais, usuários, familiares, pesquisadores, docentes, estudantes e participantes de movimentos sociais, para acompanhar a transmissão em tempo real do evento “10 ANOS DO PROGRAMA "DE VOLTA PARA CASA": 4211 HISTÓRIAS PARA CONTAR”, a ser realizado no dia 31 de julho do corrente ano, das 14h30min à 16h00, horário de Brasília, nesta capital, no auditório Emílio Ribas, Ministério da Saúde.
Atenciosamente.
Área Técnica de Saúde Mental


domingo, 26 de maio de 2013

35 ANOS DE REFORMA PSIQUIÁTRICA

Os 35 anos (e a atualidade) da Lei Basaglia
 
            No dia 13 de Maio de 1978, há exatamente 35 anos, o Parlamento Italiano aprovava a tão polêmica Lei 180, a Lei da Reforma Psiquiátrica que representava o reconhecimento da luta pelos direitos dos usuários dos serviços de saúde mental, através de um movimento que marcou a contemporaneidade com uma nova forma de lidar com a loucura. Esta data inspirou a criação no Brasil do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, que passou a ser comemorado no dia 18 deste mesmo mês.
            O Movimento denominado Psiquiatria Democrática Italiana reunia ações e debates em torno dos direitos humanos, sociais, culturais, entre outros que ocorriam em várias partes do mundo após a II Guerra Mundial, quando as atrocidades dos campos de concentração nazista vieram à tona. A garantia pelas liberdades individuais e coletivas se tornou o eixo das lutas políticas que se seguiram após a II Guerra.
            Alguns movimentos marcam este período. Os movimentos nos Estados Unidos que lutavam pela paz e contra a Guerra do Vietnam e que teve no Festival de Woodstock seu grande apogeu; o Movimento Estudantil que lutava por liberdade, qualidade de vida e cultura para os jovens; o Movimento Negro que lutava pelos direitos civis e políticos nos Estados Unidos; o Movimento Feminista que lutava contra a discriminação da mulher e pela igualdade de seus direitos; o Movimento de Reforma Sanitária no Brasil que lutava por ações, políticas e serviços de saúde e contra a ditadura militar; e, em torno de importantes estudiosos, os movimentos que lutavam pela dignidade e pelos direitos dos usuários dos serviços de saúde mental: os loucos. Dentre eles destacam-se, a Rede Internacional de Alternativas a Psiquiatria, que atuava muito próximo ao Movimento de Contracultura e o Movimento Psiquiatria Democrática Italiana.
            Como ação concreta destas lutas no campo da saúde mental, o Movimento Psiquiatria Democrática Italiana, conseguiu a aprovação da Lei 180, também conhecida como Lei Basaglia, em referência a um dos mais importantes personagens desta história, Franco Basaglia. A partir deste momento, a loucura passa a ser tratada de outra forma. O cuidado, a escuta, a participação, a solidariedade passaram a compor o campo das ações nas políticas públicas de saúde mental.
            Deste modo, com a aprovação da Lei 180, uma série de serviços e práticas foi criada para dar conta deste novo olhar sobre a loucura: Centros de Saúde Mental; Cooperativas de Trabalho; Residência para ex-egressos dos manicômios; Ações Culturais, entre outras ações que atendiam as necessidades de um sujeito em liberdade, na cidade, em sua vida cotidiana.
            Passados 35 anos da aprovação da Lei Basaglia, ainda são grandes os desafios que a Reforma Psiquiátrica enfrenta. Apesar das ações italianas serem consideradas modelo pela Organização das Nações Unidas (ONU) e servirem de referência para várias partes do mundo, o momento atual no Brasil exige atenção.
            Por conta do uso abusivo do crack, resultado de uma situação de miséria em que vivem várias pessoas com diferentes dificuldades sociais, os princípios que norteiam a reforma voltam a ser questionados, principalmente o que aponta que o melhor tratamento que pode ser oferecido a uma pessoa deve ser dado em um ambiente de liberdade e respeito aos direitos humanos.
            A Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME) no dia de hoje vem a publico trazer a todos os militantes da Reforma Psiquiátrica, a memória destas ações que acredita nos ideais de respeito, fraternidade e solidariedade no atendimento às pessoas que possuem algum tipo de sofrimento psíquico.
            Pela consolidação da Reforma Psiquiátrica brasileira!
          
Associação Brasileira de Saúde Mental
ABRASME


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dia 18 de maio: Por uma Assistência Humanizada
 
A AUFA SM - Niterói faz parte do Movimento pela Reforma Psiquiátrica na luta por uma assistência humanizada convida a todos para audiência pública do dia 17 de maio de 2013 às 17h, na Câmara dos Vereadores desta cidade. Temos por fim apresentar para a população e seus representantes os avanços e impasses da assistência na Saúde Mental e no cuidado aos usuários com uso abusivo de álcool e outras drogas.
 
 
 


quarta-feira, 20 de março de 2013

Calendário das próximas Assembléias da AUFA-SM

05 de Abril, sexta -feira  , 09:30h /10:00h
26. de Abril, sexta -feira,   09:30/ 10:00 h
24  de maio sexta-feira, 09:30/10:00    
 
 
No Auditório do HPJ


Contamos com a presença de todos. Devemos nos lembrar que se quisermos uma saúde mental de qualidade esta virá como consequência direta das nossas iniciativas, por isso você usuário, familiar , profissional de saúde, filiado ou não à AUFA-SM deve marcar presença nestas datas. A Reforma Psiquiátrica existe já em lei, mas precisamos lutar incessantemente para tornar concreta as nossas aspirações.